O empresário palmense Giovani César Calza, proprietário de uma empresa de guinchos, diz que chega a realizar cerca de 20 socorros naquele trecho da rodovia por semana. "Depois das chuvas, aumentou em 50% a demanda por serviços na rodovia." Ele tem seis caminhões guincho e há dias que não consegue atender todos os chamados.
"São socorros para atender carros pequenos com pneus estourados e caminhões que caem fora da pista." Segundo informações, o trecho mais adiante, que segue até a comunidade de Horizonte (General Carneiro), também está em péssimas condições de trafegabilidade.
Atenção redobrada
De acordo com o tenente José Batista Luiz, comandante da 6ª Cia da Polícia Rodoviária Estadual, os acidentes que ocorrem entre Clevelândia e Palmas não são graves, normalmente apenas com danos materiais. Contudo, ele alerta para os motoristas redobrarem a atenção, evitando andar muito próximo da traseira dos veículos, porque uma freada brusca para desviar de um buraco pode provocar um acidente.
Obras em andamento
O engenheiro Marcus Vinicius Talamini, responsável pelo do Escritório Departamento de Estradas e Rodagens (DER) de Pato Branco, afirma que a Dalba, empresa contratada, já iniciou uma operação "tapa-buraco" no local. São 21 quilômetros em estado crítico.
A rodovia foi construída no início da década de 1970 e desde então nunca recebeu uma restauração completa. "Essa operação de reparos é um serviço emergencial e paliativo, possivelmente no final de julho teremos que iniciar uma reforma ampla no pavimento." Os serviços de reparos não são permanentes, mas por dia o custo de manutenção é de R$ 30 mil. A rodovia tem projeto para ser pedagiada no futuro.
Prejuízo para transportadoras
Gotfrid "Fritz" Patchmann, 60 anos, motorista e sócio de empresa de caminhões em Francisco Beltrão, tem oito veículos que transportam cargas frigorificadas para os portos de Paranaguá, Navegantes, Itajaí e Itapoá. A PRC 280 é uma das rotas dos caminhões que vão para o litoral ou seguem para o Sul do país e seu estado precário é uma queixa constante dos transportadores. "Tá horrível. Se não tomarem providência, vai ser pior. Tá muito complicado. É prejuízo, é mola quebrada."
Hoje, Fritz está gastando uma média de 50 litros de diesel a mais, por viagem. "(A viagem) não rende, você tem que ir devagar, tem buraco, muito quebra-mola (do lado de Santa Catarina). Tá complicado!"
Vilson Chaves, o Chapinha, motorista de caminhão e transporte de carga frigorificada de Francisco Beltrão para os portos de Paranaguá-Itajaí. Afirma que, no sentido de Caçador-Água Doce-Lebon Régis, "tá meio ruinzinho também".







*Colaborou Flávio Pedron
Do Jornal de Beltrão
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