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O promotor de Justiça Vitor Hugo Honesko, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Guarapuava, revelou em coletiva à imprensa na tarde de ontem os detalhes da Operação Caçamba, que levou à prisão em flagrante do prefeito de Prudentópolis e de um empresário do ramo de coleta de lixo por corrupção ativa e passiva.

O prefeito Gilvan Pizzano Agibert (PPS) foi algemado no fim da tarde de quinta-feira, em Curitiba, no momento em que recebia R$ 20 mil em propina das mãos do proprietário de uma empreiteira que presta serviços de coleta de lixo ao Município e cujo nome não foi revelado. Os dois foram conduzidos diretamente a uma prisão da Capital, onde estão à disposição da Justiça.

A prisão de ambos decorreu de investigações que vêm sendo realizadas há um ano pelo Gaeco de Guarapuava para apurar denúncias de corrupção, fraudes a licitações, peculato e falsidade ideológica, envolvendo 13 empresas e pessoas ligadas à administração municipal de Prudentópolis.

MAIS PRISÕES

Durante a operação, que se estendeu até a manhã de ontem, também foram presos e encaminhados à delegacia de Prudentópolis Gilvan Pizzano Agibert, filho do prefeito, e o empresário Nelson Alves de Oliveira, sócio de outra empresa que presta serviços à Prefeitura local.

Foram cumpridos igualmente mandados de busca e apreensão na Prefeitura (setor de licitações, compras e finanças), na casa do filho do prefeito (onde também reside o gestor municipal) e nas residências de dois empresários e de dois vereadores da cidade, além de outros locais, que resultaram na apreensão de documentos, armas e R$ 79 mil em espécie.

O Juízo da Vara Criminal de Prudentópolis decretou, ainda, o afastamento de nove servidores públicos, dentre eles secretários municipais e diretores da Prefeitura.

Prefeito Gilvan Pizzano Agibert
 
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