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O paranaense Rodrigo Gularte (esquerda), condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia, não deve ser executado neste mês. Segundo informações divulgadas pela BBC, o governo indonésio teria adiado as sentenças programadas para fevereiro porque a prisão onde as penalidades vão ser cumpridas não está pronta. Gularte, de 42 anos, está preso desde julho de 2004.

Ele foi flagrado a caminho de Bali, na Indonésia, com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe e foi condenado à morte por fuzilamento em 2005. Outros dois brasileiros estavam com ele, mas o paranaense assumiu a culpa sozinho. Ainda conforme a BBC, o porta-voz do procurador-geral daquele país, Tony Spontana, teria dito que é “quase certo” que as execuções não vão ser realizadas neste mês por causa de atrasos nos preparativos. Ele não esclareceu, no entanto, para quando as mortes devem ser adiadas. Mesmo assim, a esperança da família de Rodrigo em conseguir reverter a condenação ganha um fôlego a mais.

O laudo que confirma que ele tem “esquizofrenia paranoide e transtorno bipolar” é o último recurso para tentar suspender a execução, já que os dois pedidos de clemência a que o paranaense tinha direito foram negados. A ideia é provar que Gularte é incapaz – condição que impediria a aplicação da pena de morte na Indonésia – e, com isso, transferi-lo para um hospital psiquiátrico. O documento que confirma a doença foi emitido por um médico indicado pelo governo indonésio na semana passada e pode ser assinado pelo diretor do presídio onde o brasileiro é mantido nesta quarta-feira (18). Se isso acontecer, o atestado segue então para ciência do procurador-geral da Indonésia, que pode determinar a transferência dele para um estabelecimento médico.


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