(Foto: Divulgação/Diário do Sudoeste )
Depois de ter iniciado a temporada de 2015 no Marítimo de Portugal, o goleiro Otávio Rocha está de volta a Pato Branco. Como ele mesmo afirma, o que veio em sua bagagem foi justamente o que foi buscar no outro lado do oceano Atlântico, a possibilidade de atuar por um time do velho continente.
Por não ter idade permitida pela Confederação Portuguesa de Futebol, e para não emitir visto, Otávio voltou ao Brasil onde deve esperar um ano para retornar a Portugal e assinar contrato com o Marítimo como jogador profissional e buscar seu espaço em jogos do Campeonato Português.
Com quase cinco anos de atuação no Internacional de Porto Alegre, Otávio viu em sua altura, ou na falta dela, o motivo de sua dispensa.
Com 1,84m e prestes a completar 17 anos, o goleiro ouviu do time português que está nos padrões ideias. “No Marítimo não me fizeram exigência alguma, segundo eles eu estou na ‘perfeita forma’”, comenta Otávio, destacando que as exigências em campo são posicionamento e agilidade.
Lembrando que os goleiros que treinavam com ele eram bastante ágeis, Otávio tem ciência que as técnicas mudam, assim como sua série de treinamentos foi bastante diferente do que estava habituado no Inter.
“No Inter, os treinos eram pela manhã e a tarde; lá, não – só à tarde. Mas o treino era muito mais intenso, exige-se mais do atleta”, comenta o jogador.
Marítimo e a Ilha da Madeira
Introvertido, o goleiro comenta que pouco pôde conhecer da ilha que ficou famosa com a consagração de Cristiano Ronaldo (CR7). Já ao clube, só faz elogios.
“O clube não é voltado apenas ao futebol, mas sim a várias práticas esportivas”, afirma o arqueiro, lembrando que o futebol ainda está crescendo em Portugal, portanto, não se observa o mesmo fanatismo que no Brasil, exceto é claro, o principal jogador do país.
Diferença nos estilos
Perfeitamente encaixado em um time que não exige altura de seu goleiro, Otávio afirma acreditar que “o Brasil já perdeu o ‘futebol arte’. “São poucos os jogadores que tem essa característica”. Segundo ele, a nova cara do futebol mundial é um estilo bem conhecido dos brasileiros, até um pouco semelhante ao futebol uruguaio, com muito contato físico e força.
Internacional
Com uma história de cinco anos em Porto Alegre, o goleiro, que devido suas atuações pelo Inter foi convocado para a Seleção Brasileira, nutre pelo colorado um sentimento de carinho. “Foi uma escolha deles. Me deram chance de crescer e eu fiz por merece estar lá esses quase cinco anos”.
Diário do Sudoeste

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