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O juiz da Vara Criminal de Marmeleiro, no Sudoeste paranaense, atendendo pedido da Promotoria de Justiça do Município, decretou a prisão preventiva de um médico denunciado por molestar pacientes em seu consultório. Duas vítimas confirmaram que o profissional praticou ato libidinoso com elas, fazendo-as acreditar que se tratava de procedimento necessário para a realização de exames médicos.

Segundo as investigações do MP, as condutas denunciadas não são fatos isolados, uma vez que o denunciado havia recebido, em 2009, notificação do Conselho Regional de Medicina do Paraná pela prática de atentado violento ao pudor. Além disso, a sala do médico contava com equipamentos que não condizem com a atividade para a qual se destinam: havia câmeras no banheiro e na sala onde eram realizados exames ginecológicos, com espelhos colocados em posições que permitiam a observação das vítimas, em vários ângulos. Conforme a ação, “tais elementos demonstram que a prática de crimes da mesma natureza dos narrados na denúncia fazem parte da rotina do denunciado. Demonstram, assim, que o modus operandi do denunciado é se travestir de médico para a prática de crimes sexuais”.

Outras duas vítimas afirmaram ainda ao Ministério Público que o médico teria cobrado irregularmente pela realização de exames de ultrassom em procedimentos custeados pelo Sistema Único de Saúde. A ação corre em segredo de justiça.



Assessoria de Comunicação
Ministério Público do Paraná

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