Acusado de ser o executor da morte do procurador de Chopinzinho Dr Algacir Teixeira de Lima, muda versão e diz que crime foi motivado por uma dívida que o advogado tinha com ele.
A nova versão foi apresentada por um dos acusados durante audiência de instrução e julgamento que aconteceu na semana passada no fórum da comarca de Chopinzinho, onde dos sete acusados, seis estiveram presentes, além de testemunhas de acusação e defesa.
Darci de Aquino, acusado de ser o autor dos disparos que tiraram a vida de Algacir Teixeira de Lima, disse que a motivação seria uma dívida oriunda da venda de madeiras que a vítima tinha com ele.
Dos seis acusados, cinco se reservaram o direito de permanecer em silêncio, apenas Darci de Aquino se prontificou em falar, o qual apresentou a nova versão dos fatos.
O representante do ministério público, promotor da comarca de Chopinzinho, Dr. Willian Rafael Scholz, o qual trabalha na acusação, disse que não acredita na nova versão dada pelo réu. “O réu apresentou uma versão totalmente diferente daquela que havia declarado perante a autoridade policial na fase do inquérito policial, sendo que na visão do ministério público pelo conhecimento que tem do processo, é uma versão que não se sustenta minimamente diante das provas existentes no processo”, destacou o promotor.
“Apesar de estar dentro do direito de defesa do réu, é bastante estranho que surja uma nova história, que até então em nenhum momento nos autos ele havia apresentado, e só agora perante a autoridade judiciária venha sustentar a nova versão. O ministério público está aqui para defender a vigência da lei, ou seja, se existiu uma violação da lei, alguém ceifou a vida de outra pessoa, é o papel do ministério público em defesa de toda a sociedade, exercer o seu direito de ação penal e num processo penal, se for o caso, existirem provas que indiquem para a inocência de um acusado, o ministério público sempre irá pedir a absolvição, agora como é o caso dos autos onde a princípio existem provas contundentes da participação dos acusados na prática de um crime, o ministério público vai adotar todas as medidas possíveis para que os acusados sejam levados a júri popular”, disse Dr William.
O advogado de Giovane Baldissera, o Pardal, Dr Jeancarlo Leobet, disse que a audiência da última quarta feira, dia 16, foi extremamente favorável ao seu cliente e por consequência apesar do prefeito Leomar Bolzani responder ao processo no Tribunal de Justiça por ter foro privilegiado, também foi favorável a ele. “Todas as provas que foram colhidas no prelado investigativo durante o inquérito policial, e que impossibilita o direito a ampla defesa e ao contraditório, todo o arcabouço probatório colhido nesta fase, não foi oficializado durante a audiência do dia 15. Os depoimentos prestados na fase inicial do processo, não foram ratificados pelos executores e pelos acusados de intermediar o crime. Outro fato que nos chamou muita a atenção, é que o executor do crime, Darci de Aquino, modificou seu depoimento, trazendo a tona que ele cometeu o homicídio, porque a vítima em tese, segundo narrado por ele em seu interrogatório, lhe devia um valor pecuniário oriundo de uma venda de madeiras, ou seja, além de não judicializar o seu depoimento perante o juízo da comarca de Chopinzinho, ele afirmou que a morte se deu por outro motivo e retirou da acusação à afirmação inicial que Giovane Baldissera seria um dos partícipes do crime”, destacou o advogado.
Diante dessa nova versão, o advogado disse que ainda no decorrer desta semana estará entrando junto ao Fórum da Comarca de Chopinzinho, com pedido de revogação da prisão preventiva de seu cliente, pois entende que diante do novo cenário, não há argumentos para seu cliente permanecer detido.
Ainda de acordo com informações do site G1, publicada nesta quinta feira, dia 23, O prefeito continua preso na delegacia de Pato Branco. Como ele tem foro privilegiado, o processo corre no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em Curitiba. Os advogados de Bolzani entraram com pedido para que ele responda ao processo em liberdade. Porém, o TJ-PR manteve a prisão preventiva.
O promotor de Justiça que cuida do caso disse que tem outras provas e testemunhas de que a nova versão seja falsa. Ele não quis dar entrevista, mas afirmou que pretende provar que a história da dívida de R$ 2,5 mil é insconsistente, já que o procurador ganhava R$ 15 mil por mês e tinha um saldo bancário de mais de R$ 60 mil.
Informações: Rádio Chopinzinho
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