O triste fim de Rafael Greca
Rafael Greca já foi considerado uma das grande promessas da política paranaense. Já foi vereador pelo PDS, prefeito de Curitiba pelo PDT, pelo PFL foi o deputado federal mais votado pelo Paraná, o que lhe alçou a ministro do Turismo. Seu potencial parecia ilimitado até que ele deu um passo em falso fatal.
Indisposto com seu grupo político, aquele do urbanista Jaime Lerner, bandeou-se para o lado do arqui-inimigo do mentor, Roberto Requião, do PMDB. O eleitor nunca entendeu nem perdoou essa falseta.
Desde então Greca coleciona malogros. Em 2002 elegeu-se deputado estadual pelo PMDB na estica. Em 2006 só conseguiu uma suplência. Em 2010, pegou de novo uma suplência e sequer ocupou uma cadeira do legislativo. Em 2012 fez uma tentativa fracassada de se eleger prefeito de Curitiba. Depois disso virou funcionário no Senado do senador Roberto Requião. Em 2014, tentou a Câmara dos Deputados e novo fracasso.
Para quem achava que isso era o fundo do poço, uma surpresa: o jornalista Celso Nascimento revela nesta terça-feira, 29, que Greca, que se desfiliou do PMDB e ingressou nas fileiras do PMN, para se lançar candidato a prefeito de Curitiba, só fez esse movimento em comum acordo com seu novo mentor, Requião.
Segundo Celso, Greca será candidato com o objetivo específico de atuar como laranja para Maurício Requião, que atende pelo codinome de Requião Filho (PMDB). O objetivo da candidatura é desgastar o prefeito Gustavo Fruet (PDT) e facilitar a vida do filho do senador Requião, que deve ser o candidato do PMDB a prefeito da capital.
Para quem já se achou capaz de altos voos políticos, esse mergulho no lado mais cítrico da política é uma queda e tanto.

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