No começo do mês, o advogado Edson Vieira Abdala, chegou a relatar em entrevista à Banda B que a defesa de Raphael ainda aguardava um laudo, já que o primeiro exame não poderia assim ser considerado. “O que temos por enquanto é apenas um exame complementar, que foi mal interpretado até pelo diretor do Instituto Médico Legal (IML)”, disse na ocasião.
A prisão de Raphael foi decretada no dia 25 de setembro. De acordo com o despacho da juíza Mychele Cintra, elementos indicavam que o médico tenha simulado o suicídio de Renata. A prisão temporária é de 30 dias e aconteceu para que ele não atrapalhasse as investigações.
No dia da prisão, o diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto Batista, disse que o exame comprovou que a asfixia foi cometida enquanto ela ainda estava viva. “Por meio de exames microscópicos, onde foi tirado um osso do pescoço, se chegou a esta conclusão. O meio usado para o aperto no pescoço ainda requer de investigação, mas há um declínio muito grande de sangue no cérebro antes da queda”, explicou.
Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, o texto do novo laudo é taxativo ao negar a asfixia. “Na conclusão, o médico-legista Daniel Colman, que assina o laudo, registrou que houve esmagamento de cabeça, causado por ação contundente intensa gerado pela queda livre de local elevado”, diz trecho da reportagem.
Como o processo segue em segredo de Justiça, nenhum dos lados deve se pronunciar sobre o caso. Raphael segue detido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso
Renata Muggiati morreu no último dia 12 de setembro após cair do 31° andar. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime. No dia 25, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária. O IML indica que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda. Desde o início, Raphael nega as acusações.
Foto: Reprodução

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