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Foto: Hedeson Alves / AEN

Escolas estaduais se preparam para receber estudantes que não concluíram o ano letivo de 2015, devido aos impasses provocados por greves dos professores e a demora do governo do estado em resolver a situação.

A categoria permaneceu em greve durante três meses ao longo do ano passado. Foram duas paralisações: uma ocorreu em fevereiro e a outra entre o fim de abril e o mês de junho. Nas duas situações governo do estado e professores travaram um cabo de guerra, arrastando as paralisações por semanas. O calendário acabou prejudicado.

As atividades de reposição de aulas retornam no dia 1° de fevereiro. Para os estudantes que concluíram o ano letivo em dezembro do ano passado, as aulas iniciam no dia 29 do mesmo mês.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Educação junto aos Núcleos Regionais, 40% das 2,1 mil unidades encerraram o ano letivo de 2015 em dezembro passado, mas 60% só concluirão a reposição de aulas no mês de fevereiro.

Muitas instituições que normalmente estariam paradas adotaram um sistema de mutirão. Funcionários do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, um dos maiores da Região Metropolitana de Curitiba, fazem os últimos trabalhos de limpeza da escola para receber os alunos que vão repor aulas em fevereiro.

Em dezembro do ano passado, direção e professores se reuniram para avaliar as atividades pendentes e definir a reposição. De acordo com o diretor da instituição, Ronaldo Pazinatto, neste primeiro momento a prioridade e zerar as pendências. “Essa reposição visa finalizar o ano de 2015 e iniciar o ano de 2016 preservando as férias do meio do ano, e o próprio encerramento do ano letivo de 2016″, afirma.

Em Londrina, no Norte do Estado, mais de 1,3 mil alunos do Colégio Estadual Professora Maria José Aguilera devem retornar às salas de aula no dia 1.º de fevereiro para a reposição do calendário. O diretor Norberto Giacomini é outro que acredita que o ano letivo de 2016 vai começar sem pendências.

“As aulas que ainda não foram repostas serão entre os dias 1º e 19 de fevereiro. A comunidade da nossa região está ciente de que os alunos deverão retornar para as escolas nesse período para poder repor o que se deve e não ter nenhum prejuízo em termos de conteúdo e dias letivos”, garante.

A reposição das aulas foi organizada pelos 32 Núcleos Regionais de Educação para atender as demandas de cada regional, já que houve diferentes situações durante a greve dos professores. Algumas escolas funcionaram normalmente, outras fecharam ou funcionaram parcialmente.

No ensino superior, atendendo pedido da Secretaria de Estado da Educação, a Universidade Federal do Paraná vai aguardar até o dia 2 de março a entrega dos certificados de conclusão do ensino médio dos estudantes que foram aprovados no vestibular da instituição para definir o cronograma.
 
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