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Estimativa é que cerca de 12 mil toneladas do produto sejam vendidas.


A temporada de festas juninas já faz alegria dos produtores de pinhão no Estado. A safra desse ano, de acordo com estimativas do mercado, deve ser de 12 mil toneladas – 20% maior do que no ano passado. A produção ajuda na renda principalmente de pequenas propriedades. Em algumas delas, a venda do pinhão chega a responder por 30% do faturamento anual dos agricultores.

A colheita, que começou em 1º de abril, deve se estender até julho e a produção se concentra na região Centro Sul do Estado, com destaque para Guarapuava e Irati e, também, em municípios da região metropolitana de Curitiba.

De acordo com o secretário executivo do Conselho Estadual de Meio Ambiente, João Batista Campos, o Paraná vem incentivando a atividade, com distribuição de mudas e a regulamentação do período da colheita. O objetivo é garantir o consumo sustentável e assegurar a reprodução da araucária. Símbolo do Paraná, esse tipo de pinheiro chegou a cobrir 40% do território do Estado. Hoje esse percentual é de menos de 3%.

“Sabemos que o extrativismo para a retirada dos pinhões é uma importante fonte de renda nessa época, principalmente junto a pequenos produtores. Por isso estabelecemos um calendário de colheita, para que a atividade também gere um impacto menor sobre a fauna que se alimenta dos frutos da araucária no inverno ”, diz.Para que as metas sejam cumpridas, várias mudanças serão implantadas. Entre elas, o uso de sacos plásticos de cores diferentes para identificar materiais residuais e recicláveis e a construção de estações de transferência para diminuir o tráfego de veículos pela cidade – o que resultará em redução dos custos com combustível e também das emissões de gases poluentes. Está prevista a instalação de pelo menos duas estações de transferência, onde os resíduos serão depositados por caminhões menores, e depois recolhidos por caminhões maiores para transporte até o aterro.


AEN
 
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