Preço médio nas negociações entre as empresas teve alta
de 2% no PR, 6,1% no RS e 2,3 % em SP
Os preços do trigo no mercado interno brasileiro atingiram patamares recordes em um momento de entressafra no Brasil e de baixa oferta nos parceiros comerciais do Mercosul, conforme divulgação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Entre 8 e 15 de julho, o preço médio do trigo nas negociações entre as empresas teve alta de 2% no Paraná, de 6,1% no Rio Grande do Sul e de 2,3 % em São Paulo.
"As dificuldades em se comprar o trigo argentino já são refletidas no mercado brasileiro. Segundo dados da Secex, em junho, chegaram aos portos brasileiros 478,48 mil toneladas de trigo em grão, volume 16,4% menor se comparado ao mês anterior", informou o Cepea.
Segundo o instituto, do total de trigo adquirido em junho, 44% vieram dos Estados Unidos, 35,7 % da Argentina, 8,5 % do Canadá, 6,6 % do Uruguai, 5,1 % do Paraguai e o restante, do Líbano.
Normalmente, a Argentina responde por cerca de 80% das importações do Brasil. Neste ano, o país tem ampliado compras fora do Mercosul com o auxílio de uma isenção de tarifa para aquisições em outros países fora do bloco que vale até o final do mês.
IMPORTAÇÃO
A Camex (Câmara de Comércio Exterior) prorrogou por um mês a importação de trigo sem a cobrança de 10% de Imposto de Importação (II). A medida foi proposta pelo Ministério da Fazenda e aceita por unanimidade durante a reunião do grupo.
O benefício, que permite a internalização de até dois milhões de toneladas do produto sem o pagamento do tributo, se encerraria no fim deste mês. Agora, a alíquota zerada do imposto, limitada ao preenchimento da cota, valerá até 31 de agosto. A medida visa garantir o abastecimento do mercado brasileiro com o produto.
fonte: O Paraná
fonte: O Paraná
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