Empresa responsável recebeu o dinheiro e abandonou com 65%
construído.
Obra em Pato Branco, no PR, deveria ter ficado pronta em
março de 2013.
A Prefeitura Municipal de Pato Branco, no sudoeste do
Paraná, foi notificada a devolver quase R$ 3 milhões ao Governo Federal. A
decisão foi anunciada depois que o Ministério da Ciência e Tecnologia fez uma
auditoria na construção de um Parque Tecnológico da cidade e percebeu que a
obra estava parada. Além disso, foi constatado que a empreiteira já havia
recebido quase todo o dinheiro, mas abandonou quando ainda faltavam 35% para
terminar.
A previsão para o término da obra era para março de 2013.
Contudo, desde o mês de janeiro, pouco foi construído. No local, deveria estar
funcionando uma indústria de tecnologia da informação e incubadoras em um
espaço de cinco mil m². A condição para o Executivo não precisar devolver os R$
2,9 milhões ao Governo Federal é terminar a obra até dezembro deste ano.
“O Ministério da
Ciência e Tecnologia fez uma vistoria e uma auditoria na obra, concluiu que foi
feito 65% da obra e foi pago 99,7% praticamente da obra. Então, baseado neste
relatório e nesta auditoria, solicitou a devolução da prefeitura de R$ 2,9”,
complementou o prefeito da cidade Augustinho Zucchi.
A prefeitura informou que cancelou o contrato com a empresa
responsável pela construção e chamou a segunda colocada na licitação para
terminar o serviço. Enquanto isso, o Município instaurou sindicância para
apurar se houve irregularidades no pagamento do contrato. No entanto, a
prefeitura já garantiu que os R$ 7 milhões do Ministério da Ciência e
Tecnologia foram pagos à construtora ante da conclusão da obra, entre os anos
de 2011 e 2012. “Este recurso pago a mais terá que ser devolvido. Nós vamos em
todas as instâncias buscar a devolução desse recurso”, disse o prefeito.
A empresa responsável pela obra foi procurada, mas ninguém
quis comentar sobre o caso. Já o prefeito de Pato Branco na época, Roberto
Viganó, disse que a liberação dos pagamentos foi feita com base em laudos
técnicos. Ele também contestou o relatório da auditoria e afirma que a obra
está mais adiantada.