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Convenção estadual do partido ocorreu nesta sexta-feira (20), em Curitiba. Tese da candidatura própria venceu proposta de coligação com o PSDB.


A convenção estadual do PMDB do Paraná decidiu, nesta sexta-feira (20), que terá candidatura própria para o governo do estado na eleição de 2014. O nome apontado pela maioria dos delegados do partido é o do senador Roberto Requião, que já governou o estado por três mandatos. A tese da candidatura de Requião venceu a proposta de coligação do PMDB com o PSDB do atual governador, Beto Richa. O partido ainda precisa escolher nesta sexta-feira quem será o candidato a vice-governador e ao Senado.

PMDB decidiu pela candidatura de Requião para o Governo do Paraná (Foto: Fernando Castro/ G1)
PMDB decidiu pela candidatura de Requião para o Governo do Paraná (Foto: Fernando Castro/ G1)


"O vencedor não sou eu, mas o MDB velho de guerra", disse Requião. Com um partido dividido para as eleições de outubro, Requião comparou a vitória na convenção a um primeiro turno. Foram 319 votos favoráveis à candidatura própria, 250 em apoio à coligação com o PSDB, quatro votos nulos e um em branco.

Convenção do PMDB foi marcada por provocações (Foto: Reprodução/RPCTV)
Convenção do PMDB foi marcada por provocações (Foto: Reprodução/RPCTV)
 
A convenção começou tumultuada, ainda pela manhã, com troca de socos e pontapés entre os adeptos à candidatura própria e os favoráveis a coligação com o PSDB. Houve, inclusive, um homem fantasiado de tucano - uma referência às denúncias de Requião de que Richa estaria nomeando em cargo de comissão delegados do PMDB, como o intuito de garantir a aliança. "O PMDB mostrou que é forte, que não está a venda, que não aceita cargo em comissão. O partido mostrou que resiste a empreguinhos, cargos comissionados e corrupção. Esses problemas agora não são mais nossos, nós vamos para a eleição, mas são problemas a serem investigados", afirmou. O governo estadual nega a denúncia, e enfatiza que não nomeou delegados do PMDB, atribuindo ao senador a obrigação de comprovar a irregularidade.

Primeiramente, ocorreu a votação dos delegados do partido, seguida da votação dos suplentes de delegados. Na contagem dos votos, percebeu-se que havia um a mais em uma das dez urnas. Coube aos membros do Diretório Nacional, junto com as duas chapas, decidir como a situação seria resolvida. A urna com problema foi a última a ser aberta, e o voto excedente acabou entrando na contagem.

O evento ocorreu no Clube da Urca, em Curitiba. O encontro foi marcado por discussões entre militantes que defendiam as teses contrárias. No dia 29 de junho, o PT deve oficializar a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann, e o PSDB a do atual governador do Paraná Beto Richa.

História


 Requião tem 73 anos, é formado em direito e em jornalismo. Ele é casado  com Maristela Quarenghi de Mello e Silva e pai de dois filhos. Requião foi governador do Paraná entre 1991 e 1994 e entre 2002-2010, por dois mandatos seguidos. O atual senador também já foi prefeito de Curitiba, nas eleições de 1985 - a primeira após a Ditadura Militar. Requião também já foi deputado estadual e secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, em 1989, no governo de Ary Veloso Queiroz. Atualmente, Requião cumpre o segundo mandato como senador.



G1PR

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