A segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai, sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu e em Puerto Presidente Franco, foi licitada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O certame foi realizado em 16 de junho e publicado em Diário Oficial da União no dia 23, por meio de RDC (Regime Diferenciado de Contratações). O diretor-geral do órgão, Jorge Ernesto Pinto Praxe, assina o decreto. A ordem de serviço será assinada pela presidente Dilma Rousseff, em Curitiba, na quinta-feira.
A obra custará R$ 233.375 milhões e será executada pelo Consórcio Construbase-Cidade-Paulitec, no prazo de três anos e meio. Pelo RDC, a vencedora se deu pelo menor preço, quando os concorrentes apresentam suas propostas e ofertas por meio de lances públicos.
O acordo para a construção de uma segunda ponte, com extensão de 760 metros, foi firmado entre os governos brasileiro e paraguaio há nove anos. A última reunião da comissão mista em favor da obra envolveu a ministra Eugênia Barthelmess, diretora do Departamento da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o chefe da delegação do Paraguai, ministro Didier Olmedo, diretor-geral de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai. O empreendimento será realizado de acordo com as leis de ambos os países.
A obra é uma das mais expressivas reivindicações da população do Oeste do Paraná. Com a segunda ponte, será possível novamente o escoamento da safra agrícola paraguaia pelo Brasil. “Ela permitirá uma reversão da logística do Paraguai, via Paranaguá a tempo. Tivemos tendência do escoamento da produção pelas barcaças da Argentina. A segunda ponte permitirá maior agilidade pelo lado brasileiro, além de retomar o transporte por Foz”, diz o prefeito de Foz, Reni Pereira (PSB).
Quando o ex-governador Roberto Requião (PMDB) proibiu a entrada de soja transgênica no Brasil, uma empresa instalou barcaças levando a produção paraguaia de Assunção até Buenos Aires. Isso trouxe prejuízos permanentes à economia de Foz e de todo o Paraná. “Por lá, o transporte tornou-se mais rápido e barato. Agora pretendemos resgatar a economia. Estamos em conversas com empresas logísticas e transportadoras para qualificar os desembaraços de cargas em Foz”, diz Pereira.
A nova ponte será restritamente para o escoamento de produção. Já a Ponte da Amizade será reservada ao turismo. Ela receberá investimentos de R$ 8 milhões, para uma moderna revitalização. O edital para licitar a obra será publicado dia 28. Estão previstas passarelas cobertas do lado brasileiro ao lado paraguaio e guaritas policiais, oferecendo segurança e comodidade aos turistas. “Com a nova ponte, poderemos tirar o trânsito de cargas da cidade. Resolveremos questões urbanísticas”, completa Pereira.
Ponte da Amizade será destinada exclusivamente para o turismo, enquanto segunda ponte para o escoamento da safra.
O PR
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