Independente de quem está com a razão, uma coisa é certa: Pato Branco corre o risco de perder novos investimentos. A notícia da decisão judicial, emitida pelo Sindicato dos Empregados do Comércio, que proíbe a Havan de abrir nos feriados coloca em xeque a vinda do cinema para a unidade.
Por telefone, o Diário conversou com Luciano Hang, dono da loja de departamentos. Antes de citar sobre o cinema, o empresário falou sobre o prejuízo de não ter aberto a loja no feriado do padroeiro, dia 29 de junho. “Tivemos um prejuízo enorme, e pelo que estou vendo, com a intransigência do sindicato, é de não nos deixar mais abrir nos feriados.”
E ele próprio fez a pergunta: “Como é que eu posso montar três salas de cinema, se eu não vou poder abrir nos feriados?”. Na explicação do empresário, a Havan foi montada não simplesmente para “vender produtos”. “Damos ao cliente um ambiente diferenciado, com área de alimentação, cinema, loja ampla, estacionamento amplo e gratuito, com visual.”Aliás, Luciano frisou que tem a loja de Pato Branco como uma das mais bonitas do grupo.
E continuou os questionamentos durante a entrevista: “Montei essa coisa toda aí para que as pessoas usufruam da Havan nos sábados, domingos e feriados, e para isso há toda essa área de lazer e compras”.Para o empresário, é inviável inaugurar o cinema, caso a loja não abra nos feriados. “Se eu não puder ter essa liberdade de poder abrir, não vou trazer mais o cinema para Pato Branco”, declarou.
Impasse com o sindicato
Questionado sobre a que pé anda as discussões, Luciano disse à reportagem que “vê muita intransigência por parte do sindicato”. Segundo ele, desde fevereiro a loja busca negociar, mas não obtiveram respostas. “Já se passaram seis meses. E fizeram o quê? Colocaram na justiça para nos fechar no feriado.”
Evolução
Na opinião do empresário, a Havan trouxe a Pato Branco um novo jeito de fazer comércio. Em suas palavras “é uma loja âncora para a cidade”. E contrariando a decisão judicial, afirmou que é necessário que os municípios tenham liberdades. “Quem puder fazer melhor, quem puder apresentar mais coisas para sua cidade tem que apresentar. Assim estamos evoluindo.”
350 mil pessoas
Desde a inauguração, que aconteceu no dia 30 de maio, 350 mil pessoas já visitaram a Havan em Pato Branco. Conforme Luciano, é um número bastante expressivo para apenas um mês de funcionamento. Na opinião do empresário, é uma pena que o impasse venha a não ser resolvido, pois Pato Branco irá perder o cinema. “Vamos inaugurar agora, neste sábado (4), uma sala 3D e duas digitais, na loja de Porto União. Também haverá cinema em Arapongas. Mas Pato Branco corre o risco de ficar sem, por causa do impasse com o sindicato.”
Protesto
Sobre o protesto dos funcionários pedindo o “direito de trabalhar”, realizado na última segunda-feira, o dono da Havan disse que não sabia que aconteceria. “A direção não pediu, eles foram porque queriam defender seus empregos, seu direito de trabalhar. Eles foram à rua porque adoram trabalhar na Havan”.O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio foi procurado pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta edição.
Informações: Diário do Sudoeste
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