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As comunidades indígenas do Sudoeste, juntamente com as direções dos colégios instalados nas Terras Indígenas, estão se preparando para as comemorações do Dia do Índio, na próxima terça-feira (19).

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Sem um levantamento preciso das lideranças indígenas, atualmente não é possível afirmar quantos índios vivem na região. No entanto, acredita-se que mais de 2 mil indígenas tenham migrado para outras terras nos últimos cinco anos.

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Divididos em duas etnias: Guarani nas aldeias de Palmas e Chopinzinho e Kaingang nas aldeias de Palmas, Clevelândia (urbana), e na Terra Indígena de Mangueirinha que reúne indígenas das aldeias de Mangueirinha, Chopinzinho e Coronel Vivida. Hoje também é possível encontrar indígenas vivendo às margens da PR 280 em Vitorino, uma vez que este grupo foi expulso de aldeias de Mangueirinha após troca de lideranças.

Segundo Miguel Aguiar, cacique da única aldeia indígena urbana do Sudoeste a Alto pinhal, e também liderança indígena da regional Sul, o trabalho de aproximação dos povos indígenas com não índios passa pela quebra de barreiras que ele prefere chamar de “preconceitos”.

“Por estarmos em área urbana, temos que trabalhar muito para combater o preconceito, levando o conhecimento dos nossos costumes para a população não indígena”, pontua o cacique, lembrando que na Escola Estadual Indígena Nitotu povos índios e não índios frequentam o mesmo ambiente escolar quebrando barreiras sociais e culturais.

Com essa visão, o cacique vê nas comemorações da Semana do Índio que estão sendo organizadas pelos colégios inseridos nas comunidades uma forma de aproximação das culturas.

“Queremos a valorização da cultura indígena e do índio não apenas em datas como um dia, mas durante todo o ano”, afirma Aguiar, lembrando a diferença das culturas.

Programação

O Colégio Estadual Indígena Kokoj Ty Han Ja de Mangueirinha e a Escola Estadual Indígena Vera Tupã de Chopinzinho, ambos atendendo a etnia Kaingang, este ano se uniram para a realização da Semana Cultural Indígena.

Iniciando na segunda-feira (18), a programação se estende até a quarta-feira (20). Segundo a diretora do colégio, Eliane de Fátima do Nascimento Wollmer as ações serão na área da mata próxima ao colégio.

Eliane comenta que das 8h30 às 16h durante todos os dias acontecerão atividades de dança, canto, comida típica, artesanato, jogos, pinturas e marcas, história e línguas, armadilhas além de espaço para plantas medicinais.

Já a Escola Estadual Indígena Jykre Tag, localizada na aldeia Guarani de Chopinzinho, também terá atividades de segunda a quarta. Com danças, jogos, artesanato (povo Guarani é reconhecido por esculturas em madeira), dança de guerreiros com participação dos visitantes, teatro das sobras, corrida de tora, a atividades de arco e flecha.

Na Escola Estadual Indígena Nitotu, em Clevelândia, as mostras de trabalhos estão previstas de segunda a quarta e um grupo de indígenas deve participar das atividades nas aldeias de Palmas.

Segundo a direção do Colégio Estadual Indígena Segso Tanh As, de Palmas, as manifestações culturais acontecerão na sede da aldeia de segunda a quarta feira.

Nesta Terra Indígena, visitantes poderão confrontar os hábitos e costumes das duas etnias presentes no Sudoeste, uma vez que as atividades serão conjuntas.


Diário do Sudoeste
 
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