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Voos rasantes, negativos, loopings e muita fumaça. Assim o céu de Pato Branco foi palco no fim de semana de um encontro de aviação e acrobacias promovido pelo CAP (Clube de Aviação de Pato Branco).

(Foto: Marcilei Rossi)

Além das aeronaves de pilotos pato-branquenses, (atualmente 35 aviões fazem parte do clube) participaram do encontro aviões que carregam nas asas parte da história da aviação mundial, como os dois T-6 que foram usados para treinar pilotos dos aliados durante a segunda Guerra Mundial.

Segundo o presidente do CAP, Volmir Sabbi, encontros como o fim de semana além de promoverem a aviação, promovem a interação da região com as demais partes do país.

“A aviação desportiva é um indutor de crescimento da aviação tradicional, e assim, e com eventos como o que nos propusemos fazer, buscamos estimular a aviação com um todo”, pontuou Sabbi.

Um dos coordenadores do encontro, Cássio Telles, definiu as atividades como um ‘encontro de amigos’, conquistados durante diversos eventos de acrobacias aéreas.

Telles afirma que por ser o céu o palco a aviação desportiva é democrática, por possibilitar a visualização do grande público.

Mônica Edo (Foto: Marcilei Rossi)

Mônica e Carlos Edo formam um casal de pilotos. O fato poderia ser semelhante como o de outros casais de aviadores, porém, as aeronaves que eles pilotam são T-6, aviões históricos que chamam a atenção pelo tamanho e pelo papel que exerceram no passado.

Em Pato Branco, o casal que tem três aeronaves deste modelo participou do encontro com dois aviões.

Mônica, que também é uma das poucas mulheres no mundo a pilotar o T-6, conta que conheceu a máquina há 16 anos quando praticava paraquedismo. “Com o passar dos anos associei o paraquedismo com a aviação, assim, criamos esse circo aéreo”.

A piloto afirma que no início, por se tratar de uma máquina pesada, foi necessário superar algumas barreiras.

Além das dificuldades de aviação, Mônica também fala que outras barreiras foram superadas, o da presença das mulheres na aviação de acrobacias. “De quando iniciei até hoje o campo para as mulheres melhorou muito. Hoje temos mulheres competindo em eventos internacionais”, afirma.

Carlos Edo que nesta semana deve voar dos Estados Unidos para o Brasil com mais um T-6 que foi adquirido por Elio Biazus. Ele é um daqueles apaixonados por aviação e que não esconde seu fascínio.

Recordando a história do modelo que teve o auge de fabricação na década de 1940, Edo se orgulha em dizer que o T-6 foi e é um “fazedor de pilotos”.

Se no passado ele foi utilizado para trinar pilotos na segunda Guerra, hoje ele atrai olhares de novos pilotos que se estimulam com o barulho, o porte robusto e pela fumaça, afirma o piloto, que sem muita cerimônia comenta “se nos modelos de hoje a tecnologia embarcada permite o piloto fazer poucos procedimentos, no T-6 o piloto é fundamental”.

Edo também comenta que cerca de 16 mil aviões T-6  foram feitos, porém, são poucos os que ainda voam. “No Brasil por muito tempo a Esquadria da Fumaça utilizou este modelo, por isso ele acabou tendo um carisma entre os pilotos”, comenta.

Desde a sexta-feira (28) está acontecendo em Pato Branco o encontro aeronáutico. Segundo os organizadores, o show de acrobacias que está sendo feito no céu, é um reflexo do encontro de amigos que o evento representa. Além das manobras deste sábado (29), o encontro tem continuidade.






Informações - Marcilei Rossi - Diário do Sudoeste
 
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