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A missão  técnica do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) que esteve em Curitiba, no final de abril, para avaliar os projetos do governo do Estado, deixou a cidade estarrecida. A equipe, acostumada a lidar com governos de vários estados brasileiros e países latino-americanos, nunca viu tanta incompetência junta. Foram apresentados projetos mal elaborados, custos superfaturados, nenhum relatório de impacto ambiental, tampouco demostrativos da capacidade financeira do governo paranaense em arcar com o pagamento dos empréstimos pedidos, que chegam a 800 milhões de dólares. Resultado: A liberação do dinheiro já tinha batido na trave antes mesmo de vir a público, nesta sexta-feira (15),  as novas (e gravíssimas) denúncias de corrupção envolvendo o governo Beto Richa. Depois dessa, especialistas em empréstimos internacionais avaliam que agora é que os dólares não virão mesmo.

Viaduto em Foz do Iguaçu: obras paradas há mais de dois anos assustaram técnicos do BID. (Foto: JorgeWoll/AEN)

E a negação do empréstimo pelo BID é um fato inédito na história recente do Paraná. Desde que o então governador Jayme Canet Júnior, no início da década de 1970, levou o asfalto a praticamente todos os municípios do Estado com o financiamento do Banco, era praxe em todos os governos que o sucederam conseguir empréstimos vultuosos juntos ao BID, que tem sede em Washington, para tocar obras de infraestrutura. A corrupção e os desmandos administrativos, que chegaram fortes ao Paraná com Beto Richa, estão inviabilizando os empréstimos internacionais e até mesmo os nacionais.

E sem este empréstimo junto ao BID, que o governo Richa já havia dado como certo, o Estado não tem capacidade orçamentária para realizar nenhuma obra de grande ou médio porte nos próximos quatro anos. O seja: Richa vai passar o resto do mandato (se ele conseguir chegar até o fim) só administrando a folha de pagamento.  Com isso, o desenvolvimento do Paraná recuaria em muitos anos. Seria uma tragédia. Sem obras de infraestrutura, o Estado perde competitividade, não atrai indústrias, arrecada menos, presta serviços públicos com qualidade cada vez  mais baixos… Em suma: viraríamos um Estado que empobrece a olhos vistos, mais violento e mais injusto.

Corrupção

Com as denúncias de corrupção batendo às portas do Palácio Iguaçu, o governador Beto Richa, que já estava acuado por causa do massacre dos professores, perde mais e mais autoridade e credibilidade junto aos organismos nacionais e internacionais para conseguir os recursos de que o Paraná tanto necessita. Hoje, Beto Richa já figura lado a lado com os políticos mais indignos deste País. Ninguém mais quer aparecer em fotos com ele. E onde for, nunca encontrará horário na agenda dos figurões com  quem pretende conversar. Enfim, um ser repugnante vai ser tratado com repugnância.  E quem sofrerá as consequências? Nós, os paranaenses….

Com a casa desmoronando, em vez de o governador explicar os dois milhões da corrupção que financiaram a sua campanha, conforme denúncia feita por um auditor da Receita Estadual, ele prefere partir para o ataque. Um ataque suicida, sem credibilidade, sem força e com resultados catastróficos para ele mesmo. Somadas os dois milhões da corrupção com os 300 professores feridos no massacre, tirando os noves-fora, tá na hora de Richa deixar o poder, pelo bem do Paraná e dos paranaenses.


Informações Blog do Valdir Cruz

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