Item mais importante é empurrar data-base para segundo semestre.
Os prefeitos que quiserem ter uma boa administração de 2017 a 2020 terão que dizer muitos "nãos" para as demandas da população.
Essa observação está embutida na iniciativa da Amsop em apresentar itens para um ajuste fiscal a partir do ano que vem, quando assumem os eleitos e reeleitos em 2 de outubro.
O pano de fundo da iniciativa é a crise econômica nacional, que tem afetado também Estados e municípios.
Hoje, a partir da 10 horas, na sede da entidade, os atuais prefeitos se reunirão para debater. "Começamos, dias atrás, falando com nosso Departamento Jurídico, sobre o reajuste da data-base, depois listamos dez medidas de austeridade como sugestão; hoje [ontem] já temos 21 ideias para apresentar", comentou o diretor-executivo da Amsop, José Kresteniuk. O que for decido hoje será apenas uma pauta sugestiva, que será analisada na assembleia-geral de 6 de janeiro, com, efetivamente, os prefeitos que cumprirão os mandatos. O quadro sudoestino apresenta 18 prefeitos reeleitos e 24 eleitos - destes, sete já exerceram a função no passado.
Entre as sínteses já elencadas, adiar a data-base para o segundo semestre é a mais importante. "Tem município com 56% da arrecadação comprometida com a folha de pagamento, isso acaba com os prefeitos", comentou Kresteniuk.
Jogar essa discussão para mais adiante é também apostar numa recuperação econômica do País - como sinalizam as autoridades da área econômica de Brasília.
Cortar convênios com entidades e ONGs é outro ponto que será apresentado aos prefeitos, bem como cortar o pagamento de auxílio-transporte para alunos que estudam em outros municípios e encerrar os empréstimos de ônibus para delegações locais; também será sugerida uma racionalização na educação, ou seja, fechar escolas com poucos alunos e recolocá-los em outros estabelecimentos de ensino.
Informações Jornal de Beltrão

