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Nataline "Nati" Poncio de Oliveira estava grávida de quase quatro meses. Ela e o marido, Jonatan de Oliveira, estavam ansiosos para saber o sexo do segundo filho, pois a mais velha, a Mariany, está para completar quatro anos. O começo do acompanhamento da gestação foi feito em Francisco Beltrão, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas o padrasto de Nataline deu de presente para ela um plano de sáude particular, para ser melhor atendida. Por conta disso, Nati precisava fazer as suas consultas em Pato Branco.
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Na madrugada de domingo para segunda-feira da semana passada, dias 29 e 30, ela sentiu uma febre muito forte e pensou que fosse gripe. Então, com o marido, se deslocou até Pato Branco e foi atendida por uma médica, que prefere não revelar o nome. "Ela nos atendeu muito mal, duvidou que eu estava grávida, começou a apertar a minha barriga e dizia que não tinha nenhum bebê ali dentro. Eu falei que estava fazendo consultas de rotina e que estava grávida, sim. Então ela disse que não ouvia nenhum sinal vital da criança, nem mesmo o coração estava batendo. Mesmo assim, me mandou para casa, fazendo pouco caso da minha situação", relata Nataline.
Quando chegou em Francisco Beltrão, ela e o marido foram procurar um médico, que constatou que a criança estava morta há mais de uma semana. "A criança já estava se decompondo dentro de mim, a minha vida estava em risco. Aquela febre já era sinal de uma infecção. Então marcamos para tirar o bebê na última sexta-feira, já fazia quase duas semanas que o bebê estava morto dentro de mim", complementa.
Nataline diz que a sua próxima consulta de rotina seria apenas nesta semana e que, se esperasse por ela, já poderia estar morta. "Eu fico indignada com o péssimo atendimento que recebi. Imagina quantas pessoas passaram ou ainda vão passar por essa situação. E isso que não era um serviço público, nós pagamos pelo plano de saúde", diz a mãe, revoltada.
Vai à Justiça
Nataline afirma que vai levar o caso adiante, ela quer uma resposta judicial da médica que a atendeu em Pato Branco. "Eu não quero dinheiro, só quero justiça, para que outras famílias não passem mais pela mão dessa médica negligente. Não é ela a responsável pela morte do bebê, mas ela tinha a obrigação de ver se ele estava bem, pois eu havia dito que estava grávida. Duvidar do paciente não é algo que a gente quer para a nossa saúde. Ela me disse que a minha barriga não era de grávida, era de gente relaxada. Imagina como eu e o meu marido nos sentimos ao ouvir isso de uma médica", desabafa.
Dentro de 15 dias deve chegar um laudo médico para saber o motivo da morte do feto e talvez seja possível identificar também o sexo da criança. "Hoje eu estou bem, graças à vontade de Deus, mas fiquei muito revoltada com a situação."

 
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