A Polícia Militar (PM) afirmou na manhã desta segunda-feira (27), em reunião com a APP-Sindicato, que poderá usar força militar para que se cumpra a ordem judicial a pedido da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A medida determina que os professores sejam impedidos de entrar na Alep enquanto houver votação no projeto que vai definir mudanças na Paraná Previdência. A APP representa os professores da rede estadual de ensino.
A declaração foi dada pelo coronel Chehade Elias Geha, comandante do 1º Comando Regional da Polícia Militar durante a reunião com representes da APP-Sindicato, no Quartel da Polícia Militar (PM), que fica no Rebouças, em Curitiba. Já nas primeiras horas da manhã, policiais militares montarem grades ao redor da Assembleia, que será acessível apenas para deputados e funcionários nesta segunda-feira (27). Várias ruas ao redor do bairro Centro Cívico também estão bloqueadas.
Ainda, de acordo com o coronel, não será permitido acampamento dos professores na Praça Nossa Senhora de Salete, conforme na última manifestação da categoria. A proibição acontece em detrimento dos shows e eventos marcados para o dia 1º de maio, em comemoração ao Dia do Trabalho. A última grave dos professores da rede pública de ensino durou 29 dias.
O diretor jurídico da APP-Sindicato, Mário Sérgio Ferreira de Souza, que também esteve presente na reunião, afirmou que a APP já está tomando medidas judiciais para garantir o direito de estar presente na Alep, acompando a votação do projeto. Segundo a APP, um posicionamento da Justiça do Paraná será cobrado. A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Regina Cruz, também esteve na reunião.
A maioria dos policiais militares escalados para o cerco na Alep vieram do interior do Estado e também das regiões metropolitanas. De acordo com a PM, os professores estão impedidos de transitar pelas dependências da Alep e podem se manifestar, somente, por meio de faixas, camisetas, coros e outras atitudes que não impeçam a votação, que está prevista para acontecer a partir das 14 horas.
Reunião aconteceu na manhã de hoje entre PM, APP-Sindicato e CUT. Foto: AN/Banda B


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