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Assim como em outras cidades da região, entidade se mobilizou contra proposta que prevê atendimento a alunos com deficiência transtornos de desenvolvimento e em escolas regulares
Alunos, professores e funcionários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mariópolis realizaram, na tarde desta quarta-feira, 7, uma manifestação pacífica na Praça Central do município.

A mobilização faz parte do movimento nacional, que nas capitais levou alunos, professores e funcionários, à frente das Assembléias Legislativas, protestar contra proposta que prevê atendimento a alunos com deficiência transtornos de desenvolvimento e em escolas regulares.

De acordo com a diretora da APAE de Mariópolis, Quitéria Lopes Ramos, é preciso rever o texto da meta 4 do Plano Nacional de Educação, aprovado pela Câmara Federal e que foi alterado ao chegar no Congresso Nacional, pelo senador José Pimentel (CE) que inclui os alunos da APAE em escolas de ensino regular. “Não existe a mínima condições disso acontecer. Nossos alunos recebem um atendimento especial, não apenas no que diz respeito a atividades em sala de aula, mas em toda a sua permanência na escola que é em tempo integral”, explicou a diretora.

No texto original do Plano Nacional de Educação (PNE) a meta 4 prevê universalizar, para a população de quatro a 17 anos, atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento atendimento especializado. O texto foi aprovado pelos deputados federais, porém no Congresso ao redação foi alterado, inviabilizando o atendimento especial, determinando que os alunos da APAE fossem atendidos em escolas regulares. “Por sorte, no estado, temos todo o apoio do governo do Paraná, Fo vice-governador Flávio Arns, e isso nos dá uma tranqüilidade, mas nossa manifestação é contra a aprovação no congresso e contra o Ministério da Educação que não pode permitir que isso aconteça”, disse Quitéria.

O prefeito Mário Paulek se mostrou solidário a causa e reforçou a importância da APAE na sociedade .”Somente em Mariópolis são 53 alunos que recebem atendimento em tempo integral, são famílias que contam com este trabalho para oferecer um atendimento qualificado a seus filhos. Aprovar uma redação como a que se propõe é eliminar o direito destas pessoas a inclusão, a educação especializada”, disse o prefeito. 

A diretoria da APAE de Mariópolis informou que simultaneamente ao ato no município, um grupo da entidade local se deslocou a Pato Branco, onde uma mobilização envolvendo todas as APAEs da Microrregião. “O Brasil está mobilizado, não podemos permitir que esse texto seja aprovado”, concluiu Quitéria.


Assessoria PM Mariópolis


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