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Atualmente, dois projetos estão na linha de frente dentro dos cursos de engenharia da UTFPR, campus Pato Branco. O mais antigo deles se divide em duas equipes: Pato a Jato e Tubarão Branco. Ambos estão ligados ao desenvolvimento de veículos protótipos de eficiência energética. A equipe Pato a Jato pesquisa e compete nas categorias de veículos etanol e gasolina, e a equipe Tubarão Branco compete na categoria de veículos elétricos.
O mais recente trata-se do Baja SAE, que iniciou em 2012 e até o momento tem somente uma equipe, mas está em constante renovação, uma vez que há troca de alunos. A princípio, qualquer aluno da área tecnológica pode participar da equipe, mas, por enquanto, a maioria vem do curso de Engenharia Mecânica e há um aluno da Engenharia Elétrica.
Em novembro deste ano, a equipe de Baja SAE, acompanhada do professor orientador Joviano Janjar Casarin, participou da etapa regional Sul, realizada em Gravataí (RS). Na pontuação final, os pato-branquenses ficaram com a 11ª colocação geral por equipe e a sexta colocação no enduro.
Também em novembro, as equipes Pato a Jato e Tubarão Branco participaram da 11ª Maratona Universitária de Eficiência Energética, realizada no Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo. Os alunos levaram o segundo lugar na categoria etanol e outro segundo lugar na categoria gasolina.
Baja SAE
Aliando a teoria com a prática, o projeto se lança como um desafio aos estudantes de engenharia, que recebem a oportunidade de aplicar seus conhecimentos de sala de aula, visando incrementar sua preparação para o mercado de trabalho. Ao participar do projeto Baja SAE, o aluno se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto, desde sua a concepção, projeto detalhado e construção. O projeto se estende a nível nacional.
O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção do Dr. John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976.
Para Joviano Janjar Casarin, professor orientador, esse projeto é de extrema importância como complemento na formação acadêmica dos alunos. “Muitos não possuem experiência prática, e o Baja é uma forma de ter o primeiro contato com aplicações de engenharia. O próprio comitê organizador dos eventos comprova que os alunos que participam das competições desse nível possuem um diferencial quando entram na indústria”, explica.
Para 2015, a meta é construir um veículo novo até final do mês de junho, para então participar do Baja Regional Sul. “A equipe está bastante motivada em função da colocação obtida em novembro, no último Baja Regional Sul. Diversos patrocinadores estão se firmando como parceiros constantes do projeto, isso auxilia muito na condução dos trabalhos”, relata Joviano, adiantando que a equipe de Pato Branco conseguiu um patrocínio internacional da empresa Wrike (project management), a qual produz um software de gerenciamento de projeto on-line.
Pato a Jato e Tubarão Branco
Rodrigo Wendhausen Xavier é capitão de uma das equipes. Dentro deste projeto, os alunos também vivenciam na prática o que aprenderam na teoria, “projetando, fabricando e realizando testes até que o mesmo esteja pronto para competir”. Para Rodrigo, uma dos benefícios também está no aprendizado de se trabalhar em grupo, “respeitando diferenças e também desenvolvimento o gerenciamento de tempo e de pessoas”.
No Pato a Jato e Tubarão Branco participam alunos de todos os cursos de engenharia, onde o maior número é de alunos de Mecânica, já que o projeto está vinculado a este curso. Alunos de todos os períodos da universidade estão integrados ao projeto, mas antes eles passam por um processo seletivo. 
A equipe Pato a Jato existe desde 2009, mas iniciou em competições em 2010. Já a equipe Tubarão Banco foi criada no ano passado e desde então vem competindo.
Rodrigo diz que a finalidade das competições é percorrer a maior distância com um menor consumo de combustível ou eletricidade. “Todos os carros também devem atender aos requisitos de segurança da competição, onde o não cumprimento acarreta na desclassificação da equipe”, relata. 
Para 2015, as equipes continuam desenvolvendo melhorias nos carros, onde as principais estão ligadas ao sistema de propulsão. A equipe também tem como meta a participação em uma competição internacional chamada "Shell Eco Marathon Américas", “onde será preciso a ajuda da comunidade, bem como de empresários da região, pois o custo é elevado”.



fonte: G1

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